Ainda encontro quem diga que é mais fácil me entender porque sei me expressar. Mero engano. Em minhas piores fases, em minhas crises de desaparecimento, eu me apoio no silêncio. E aí, quem me escuta? Quem me procura enquanto sou apenas uma escritora sem voz, uma humana falida e assustada com o mundo lá fora? Se me entendessem o olhar… Mas não, me entendem pelas palavras. Por mais que seja uma glória, é também minha derrota mais certeira. Sumo sem que alguém tenha aprendido a ouvir meus ecos.
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