sábado, 28 de maio de 2011
Levava a vida de uma forma diferente, que era ao mesmo tempo igual. Em seu coração haviam todos os tipos de ferimentos, em diversos estágios de cicatrização. Mas era possível entender em apenas um olhar, que estava disposta à expor, machucar-se e se doer, apenas para manter vívida na lembrança meia dúzia de memórias doces. A mente estava em constante guerra com o corpo e o coração. Esses três - aqueles que jamais se entendem - a razão, o desejo e o amor. Em todas as pessoas encontra-se esse complexo triângulo amoroso que, ao mesmo tempo em que confunde, consegue definir vidas. E apesar de ser igual à todos, era diferente. No fundo de seus olhos era possível enxergar luz e esperança. Tudo o que pedia era uma promessa. Tudo o que ansiava era um momento. Não pensava sobre o amanhã, apenas espremia o hoje - pegando cada gota de vida que encontrava. Esquecia propositalmente de sofrer, para finalmente conseguir viver.
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